Militar coordenará principal área da Anvisa na regulação da cannabis medicinal

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Contra-almirante Antonio Barra Torres. Foto: Marinha do Brasil

O contra-almirante Antônio Barra Torres, que recém assumiu uma das cinco diretorias da Anvisa, ficará responsável por supervisionar a Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON). Este é o principal departamento da agência envolvido no processo de regulação da cannabis com fins medicinais no país e que está em fase de consulta pública.

A informação foi confirmada ao portal Sechat pela Anvisa nesta terça-feira (06). O militar assumiu uma das diretorias vagas, que é a que coordena o monitoramento de portos e aeroportos, da qual a GGMON faz parte. Além desta, há outra gerência-geral envolvida, a de Medicamentos e Produtos Biológicos, que tem como diretora a farmacêutica Alessandra Bastos Soares.

Alessandra já disse que é obrigação da agência pautar a cannabis medicinal durante um seminário no Rio de Janeiro sobre o tema. E Barra Torres, na a sabatina do Senado, defendeu pesquisas com canabidiol.

A relatoria do processo de regulação está com o presidente Willian Dib. O mandato dele encerra no dia 26 de dezembro.

No entanto, durante entrevista coletiva em Brasília na semana passada, Bolsonaro sugeriu destituir Willian Dib e nomear o contra-almirante como presidente da agência. A declaração foi dada quando Jair foi questionado justamente sobre a regulação da maconha medicinal.

“Nós acabamos de indicar, foi aprovado no Senado a indicação de um almirante médico. Por enquanto, eu tenho o direito, se quiser, no mesmo dia, colocá-lo como presidente da Anvisa”.

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