Ministro da Saúde é favorável à maconha medicinal; sem uso recreativo

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Diante da necessidade de alguns pacientes convulsivantes, que sofrem com um tratamento difícil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou nesta quarta-feira (21) que o seu Ministério é favorável à importação e ao registro de medicamentos à base de canabidiol, composto encontrado na maconha.

“O que nos pauta na questão do medicamento é colocar um arsenal medicamentoso à disposição dos profissionais que entendem ser necessário para os seus pacientes. E as evidências são basicamente para crises convulsivas reentrantes, que são aqueles pacientes que não controlam suas crises com os medicamentos anticonvulsivantes. São duas síndromes que têm boa evidência científica, e basicamente em toda a literatura o canabidiol mostra algum benefício”, descreveu Mandetta.

O ministro explica, no entanto, que como a demanda por medicamentos à base de cannabis é restrita, não há sentido produzi-los no Brasil. Por outro lado, o Ministério está ouvindo diversas entidades médicas e farmacêuticas para discutir o assunto. 

“Como o número de pacientes (que precisa do canabidiol) é muito restrito, não é uma panaceia. Como o volume é pequeno, não justifica você fazer uma fábrica que vai ficar com um preço enorme para aqueles pacientes. Então, a gente acha que deve dar registro (para o canabidiol), que deve trazer a molécula, se puder importar,  importa, mas não vê nenhuma razão para colocar um estoque enorme de THC com os malefícios que o THC traz”, afirmou. 

Atualmente, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) libera importações controladas de medicamentos a base de maconha. Entretanto, há uma discussão calorosa e forte resistência do ministro da Cidadania, Osmar Terra, o quela se opõe a pedidos entregues à Anvisa para o cultivo da cannabis no país. 

Inclusive, o uso recreativo não está na pauta: “Para nós, da saúde, seria uma droga a mais para a gente lutar (contra). Quando você pega álcool, tabaco, que são legalizadas, a gente tem uma luta enorme pelos malefícios de ambas. O THC (canabidiol) de uso indiscriminado também vai ser mais uma droga que não acrescenta nada para a saúde do cidadã”

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