Bill Gates diz que cannabis poderia ter ajudado o pai no combate ao Alzheimer

Em uma conversa descontraída com ativistas, o cofundador da Microsoft explora como a Cannabis medicinal poderia ter ajudado seu pai na luta contra o Alzheimer

Publicada em 28/02/2024

capa
Compartilhe:

No episódio do podcast, "Unconfuse Me with Bill Gates," que foi ao ar em julho de 2023, o bilionário Bill Gates chamou a atenção ao discutir abertamente os potenciais benefícios da cannabis no tratamento da doença de Alzheimer. Gates revelou que acredita que a cannabis poderia ter desempenhado um papel significativo em aliviar as dificuldades enfrentadas por seu pai, William H. Gates, em sua batalha contra o Alzheimer antes de sua morte em 2020. Trouxemos novamente essa história para reforçar a importância da campanha Fevereiro Roxo, mês da conscientização contra a doença. 

Gates há muito tempo está envolvido na pesquisa sobre o Alzheimer, tendo anunciado um investimento de US$ 50 milhões em 2017 para impulsionar estudos sobre a doença. Em uma conversa franca com os ativistas do Alzheimer Seth Rogen e Lauren Miller, ele afirmou que a cannabis medicinal poderia ter proporcionado alívio para os sintomas da doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Com a estimativa de que o Alzheimer afetará 74,7 milhões de pessoas até 2030, a busca por tratamentos alternativos intensificou-se, e o uso de óleo de cannabis surge como uma perspectiva esperançosa.

As propriedades da cannabis, como a redução do estresse oxidativo e o retardo da neurodegeneração, despertaram o interesse da comunidade científica na luta contra o Alzheimer, que afeta cerca de 50 milhões de pessoas globalmente.

Segundo o Dr. Daumiro Tanure, coordenador do Pronto Atendimento da Santa Casa de Curitiba, membro da Sociedade Brasileira do Estudo da Cannabis Sativa e médico do Centro de Acolhimento em Terapia Canabinoide – Anna, o tratamento com Canabidiol (CBD) em pacientes com Alzheimer pode desacelerar significativamente a progressão da doença, reduzindo a inflamação no cérebro e preservando a função cognitiva por um período mais longo.

"O produto (derivado da Cannabis sativa) protege os neurônios contra danos, ajudando a preservar a memória e a capacidade de realizar atividades diárias", explica o Dr. Tanure.

O CBD também diminui as placas amiloides, potencialmente retardando o declínio cognitivo e melhorando a comunicação entre os neurônios. Além disso, auxilia no gerenciamento da agitação e problemas de sono, melhorando o bem-estar dos pacientes e reduzindo o fardo sobre os cuidadores.

Além disso, as propriedades antioxidantes do CBD combatem o estresse oxidativo, protegendo as células cerebrais e potencialmente retardando a progressão do Alzheimer.

"Indicações preliminares também sugerem melhora cognitiva. Há indícios de que o CBD aprimora funções como memória e atenção, contribuindo para uma vida mais autônoma e satisfatória", acrescenta o especialista.