Nova Caledónia apresenta plano para estruturar setor de cânhamo tropical até 2030

Localizada no Pacífico Sul, a Nova Caledónia apresentou uma proposta legislativa para estruturar um setor de cânhamo tropical regulamentado até 2030, com regras para cultivo, processamento e controle sanitário

Publicada em 07/01/2026

Nova Caledónia apresenta plano para estruturar setor de cânhamo tropical até 2030

Proposta define bases legais e produtivas para o cânhamo tropical na Nova Caledónia | CanvaPro


A Nova Caledónia apresentou ao Congresso uma proposta legislativa que estabelece um quadro estratégico para a criação de um setor de cânhamo tropical regulamentado entre 2026 e 2030, com foco em segurança jurídica, estrutura produtiva e controle sanitário, segundo reportagem da NewsWeed.


O documento define cânhamo como Cannabis sativa L. com até 0,3% de THC, medido por análise HPLC, e exclui essas plantas da categoria de estupefacientes para efeitos legais, visando distinguir claramente culturas não psicoativas da cannabis ilícita.

A proposta também prevê um monopólio público sobre importações e autorizações, permitindo que operadores privados aprovados realizem cultivo e transformação sob controle rigoroso


Organização da produção agrícola


O plano destaca a estruturação da produção em diferentes regiões - norte, sul e Ilhas da Lealdade - para mitigar riscos climáticos e promover equilíbrio territorial. As medidas propostas incluem:

  • - garantias contratuais para agricultores, com preços mínimos e volumes garantidos;
  • - criação de um banco de sementes adaptadas ao clima tropical;
  • - práticas padronizadas de cultivo, colheita, secagem e armazenamento;
  • - monitorização agronômica e climática contínua.


Processamento e criação de valor


A proposta enfatiza evitar a simples exportação de matéria-prima sem transformação, prevendo instalações locais para processar fibras, sementes, flores e produtos intermediários em materiais e insumos como:

  • - materiais de construção biológicos;
  • - óleos vegetais e proteínas de sementes;
  • - extratos não psicoativos para usos controlados;
  • - produtos semi-acabados para exportação.


Uso médico sob supervisão


A proposta inclui uma seção sobre uso médico de canabinoides não psicoativos (como CBD e CBG), atualmente classificados como narcóticos no território. A iniciativa rejeita o uso recreativo e sugere que um Comitê Científico defina normas de qualidade farmacêutica, supervise estudos clínicos piloto e regule indicações terapêuticas, com distribuição restrita em canais de saúde controlados. Programas educativos e de prevenção comunitária também fazem parte das diretrizes para reforçar a distinção entre cânhamo e substâncias psicoativas.


O quadro proposto estabelece um modelo de governança que envolve instituições públicas, províncias, municípios e agentes econômicos, com relatórios anuais de progresso ao Congresso para acompanhar a evolução e adaptação das normas ao longo do tempo até 2030.

Com informações de NewsWeed.
 

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