Universidade de Buenos Aires terá cultivo experimental de Cannabis Medicinal

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O projeto tem quatro vertentes fundamentais: a Faculdade de Engenharia, a Faculdade de Ciências Sociais, a organização Cannabis Activa Olavarría e a clínica María Auxiliadora (Foto: Reprodução/El Planteo)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de El Planteo (Hernán Panessi )

Através de uma chamada da Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia da Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires, um grupo de profissionais conseguiu apresentar o primeiro projeto interdisciplinar para o cultivo de cannabis experimental em Olavarría, cidade da província de Buenos Aires.

“Decidimos apresentar algo que não nos encorajamos a fazer: fazer o cultivo dentro da faculdade”, afirma o Dr. Gastón Barreto, professor associado da UNICEN e pesquisador associado do CONICET.

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Com formação em pesquisa e divulgação, os idealizadores do projeto mantêm uma visão holística e têm quatro vertentes fundamentais, sendo elas a Faculdade de Engenharia, a Faculdade de Ciências Sociais, a organização Cannabis Activa Olavarría e a clínica María Auxiliadora.

O projeto

Do ponto de vista social, o projeto tem uma abordagem antropológica ligada ao levantamento do uso da Cannabis Medicinal e ao acompanhamento da relação entre médicos e pacientes.

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Ao mesmo tempo, do ponto de vista experimental, vão analisar quais são as melhores condições para as variedades de culturas e fornecer informações para que os usuários possam sustentá-las. Também se destina a reconhecer formalmente o trabalho dos produtores.

“Esperamos o momento. Vimos no meio do ano que era o certo, que a regulamentação nacional estava chegando. Isso porque tínhamos um projeto em mãos e essa aprovação colocou a projeção de abastecimento em outro cenário social”, continua Barreto. Por exemplo, o projeto busca padronizar safras e democratizar informações. “Queremos fornecer dados para as pessoas”, Barreto sugere.

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Cannabis será cultivada dentro da faculdade

Está sendo proposto duas variedades de culturas que estão sendo utilizadas terapeuticamente na região. Assim, o cultivo interno será realizado em uma sala de 3mx3m, cabendo à equipe gerar dados, condições de cultivo, composições químicas dos produtos utilizados e diversos protocolos de aplicação.

“Queremos organizar os dados o mais rápido possível e sistematizar as informações que a clínica possui. Eles disponibilizarão os registros dos pacientes. O projeto daria a eles o suporte para socializar isso”, afirma. “Trabalhar perto da clínica é fundamental para que os dados que disponibilizamos estejam na base de uso empírico, com acompanhamento junto do pessoal de saúde”.

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Cultivo de cannabis começará em fevereiro

O projeto começará a funcionar a partir de 1º de fevereiro de 2021, quando serão liberados os recursos (cerca de 80 mil pesos) para a compra de luminárias e substratos. “O projeto gerou um bom impacto, já tem gente interessada. O cultivo formalizado serve para negociar e obter insumos. Há uma mudança de paradigma em todos os sentidos. Pelo menos no começo”, diz Barreto.

Hoje em dia, o grupo de profissionais está decidindo o local físico onde ficará o cultivo experimental, mas simbolicamente querem que seja dentro da universidade.

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Cultura experimental, e depois?

Barreto reconhece que o segredo do sucesso do projeto está na sua interdisciplinaridade. Agora, de quem esse grupo é feito? “É muito diverso, porque há químicos, administradores, antropólogos, médicos e muito mais. A formação da equipe é boa. E levou muito tempo para colocá-lo juntos.”

Contudo, entre as novas janelas abertas por esta cultura experimental com aval universitário aparece um interesse incipiente da Agência Nacional de Laboratórios de Medicamentos Públicos (ANLAP) “Eles tiveram a ideia de escalar a produção local”, reconhece.

E, aparentemente, novos acordos de participação já estão sendo feitos. “Procuramos provocar discussões para que as coisas sejam geradas”, finaliza Barreto.

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