Laboratório brasileiro lança pesquisa inédita sobre cannabis no tratamento de sequelas do AVC isquêmico

Estudo da UNILA investigará os efeitos terapêuticos do CBD e THC em pacientes com limitações neurológicas e motoras

Publicada em 21/04/2025

Laboratório brasileiro  lança pesquisa inédita sobre cannabis no tratamento de sequelas do AVC isquêmico

Laboratório. Imagem ilustrativa: Canva pro

O Laboratório de Cannabis Medicinal e Ciência Psicodélica (LCP) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) está com inscrições abertas para uma pesquisa pioneira no mundo. O estudo analisará os efeitos terapêuticos da cannabis medicinal — contendo canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC) — em pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Francisney Nascimento, “o estudo tem como objetivo avaliar se a substância pode ajudar na reversão de limitações neurológicas, psiquiátricas e motoras causadas por esse tipo de AVC”.

Segundo Nascimento, trata-se de um estudo inédito em nível mundial. “Até o momento, não há registros de estudos científicos com o uso de canabinoides em pacientes humanos após AVC isquêmico. Entretanto, testes com animais já demonstraram efeitos promissores, como ação anti-inflamatória, antioxidante e neuroprotetora”, afirma.

 

Quem pode participar da pesquisa com cannabis medicinal?


A equipe está selecionando 20 voluntários que tenham sofrido AVC isquêmico há mais de um ano e que apresentem limitações neurológicas e motoras decorrentes do episódio. As inscrições estão abertas até o dia 5 de maio e podem ser realizadas por meio de formulário online (Link aqui).

 

Como será conduzido o estudo na UNILA

 

A pesquisa terá duração de seis meses, com início previsto para junho de 2025, e será realizada presencialmente na sede da UNILA, em Foz do Iguaçu (PR). Os participantes receberão acompanhamento mensal de uma equipe multidisciplinar especializada.

“O estudo seguirá uma metodologia aberta, prospectiva e com braço único. Todos os participantes receberão o tratamento com cannabis e serão avaliados clinicamente a cada mês, a fim de monitorar a eficácia do produto”, explica Nascimento.

Ele acrescenta ainda que a pesquisa “tem potencial para abrir novos caminhos na reabilitação de pacientes com sequelas de AVC, oferecendo evidências sobre uma possível alternativa terapêutica baseada em canabinoides”.

 

Com informações de UNILA

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