CBD: O potencial terapêutico comprovado e a luta pela regulamentação

A regulamentação adequada e o acesso seguro ao CBD são condições básicas para que os pacientes possam se beneficiar dessas terapias

Publicada em 16/07/2023

capa
Compartilhe:

Por Norberto Fischer

O cannabidiol (CBD) está sendo cada vez mais reconhecido como uma opção promissora para o tratamento de várias condições de saúde. Profissionais renomados na área da saúde, como o Dr. Drauzio Varella, o Dr. Elisaldo Carlini, o Dr. Sidarta Ribeiro, a Dra. Renata Ostrowski e o Dr. José Alexandre Crippa, têm expressado suas opiniões sobre os benefícios do CBD no alívio de sintomas e na melhoria da qualidade de vida de pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

Benefícios terapêuticos comprovados

Estudos científicos consistentes têm demonstrado que o CBD possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e calmantes. Sua capacidade de aliviar sintomas em pacientes com condições como epilepsia, dor crônica, ansiedade e distúrbios do sono tem sido amplamente documentada.

A credibilidade e o apoio de especialistas renomados, como o Dr. Drauzio Varella e o Dr. Elisaldo Carlini, aumentam a confiança na eficácia do CBD como uma opção terapêutica viável.

Histórias de sucesso

Nos últimos nove anos, surgiram várias histórias emocionantes de pacientes que encontraram alívio e uma melhora significativa com o uso do CBD. Esses relatos reais destacam a importância de considerar o CBD como uma opção válida para pacientes que não têm sucesso com os tratamentos convencionais. 

A Dra. Renata Ostrowski, por exemplo, ressalta a relevância da cannabis medicinal na melhoria da qualidade de vida desses pacientes, reforçando a importância de explorar essa opção terapêutica.

Regulamentação e acesso

A regulamentação adequada e o acesso seguro ao CBD são condições básicas para que os pacientes possam se beneficiar dessas terapias.

O Dr. José Alexandre Crippa destaca a necessidade de desmistificar os potenciais benefícios da cannabis e garantir seu acesso seguro aos pacientes. Políticas claras e transparentes, baseadas em evidências científicas, podem permitir esse uso seguro e controlado do CBD, promovendo sua utilização responsável.

É fundamental destacar

O uso medicinal do CBD oferece esperança para muitos pacientes que buscam alívio e melhora na qualidade de vida. Com benefícios terapêuticos comprovados e o apoio de especialistas renomados, é importante incluir em todos os debates o CBD como uma alternativa medicamentosa.

Em paralelo, ao garantir a regulamentação adequada e o acesso seguro, podemos fornecer às pessoas uma opção valiosa de tratamento e promover avanços significativos na área da saúde.

São inúmeros exemplos

Um caso concreto do impacto positivo do CBD é o da minha filha, Anny Fischer, que durante os últimos nove anos de tratamento com o CBD, apresentou melhora notável em sua condição de portadora do CDKL5, sem quaisquer efeitos negativos decorrentes do uso regular do CBD.

São inúmeros os exemplos, como o caso da Anny, que comprovam o potencial transformador do CBD e reforçam a importância de continuarmos avançando na área da cannabis medicinal.

Ação para regulamentação

E é exatamente por isso que devemos manter a pressão política e garantir que a regulamentação do uso medicinal do CBD não seja esquecida ou negligenciada. Somos nós, individualmente, que desempenhamos esse papel crucial ao exigir ações efetivas por parte dos políticos.

Com a conscientização sobre a relevância do tema, o respaldo de pesquisas científicas e nossas ações de cobrança, poderemos alcançar uma regulamentação ampla que beneficie os pacientes, a sociedade e o país como um todo.

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

Norberto Fischer é pai de Anny Fischer, primeira brasileira autorizada legalmente a importar o extrato da maconha para uso medicinal. Tornou-se articulador político no Brasil, com repercussão internacional, destacando-se no ativismo pelo direito ao acesso, distribuição pelo SUS, custeio dos tratamentos pelos planos de saúde, plantio e produção nacional por empresas, ONGs e autocultivo.